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Diário de Campo

Um blog que junta o entusiasmo pela fotografia com o fascínio pela Natureza. O objetivo é continuar a aprender através da observação e partilha.

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A Viúva-bico-de-lacre

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Há sítios e momentos nos quais temos a esperança de avistar uma ave totalmente nova para nós. Muitas vezes é um sentimento que não se materializa. E depois há aquelas alturas em que somos totalmente apanhados desprevenidos por uma ave que desconhecemos em absoluto e nos surpreende pelo seu exotismo. Foi o caso desta viuvinha ou viúva-bico-de-lacre (vidua macroura), avistada junto ao Tejo em Vila Nova da Barquinha. Reparem na sua cauda. Vista assim, de perfil, não parece muito grande, mas vamos vê-la de outro ângulo.

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Não é extraordinária? A sua cauda tem, provavelmente, mais do dobro do tamanho da própria ave (um exemplar macho, visto que as fêmeas desta espécie passam mais discretas)!

Segundo o Aves de Portugal, trata-se de uma ave exótica com origem africana. Não é uma espécie autóctone, daí que é possível que tenha sido, presumo eu, introduzida em Portugal por mão humana. Não sendo especialmente abundante, pode ser encontrada mais regularmente na região de Aveiro, assim como na faixa litoral do centro do país. Segundo o BioDiversity4All, existem mais avistamentos da espécie em Vila Nova da Barquinha, pelo que não fui o primeiro a detetá-la por aí.

É uma das minhas observações mais inesperadas de 2023 e a prova de como a Natureza arranja sempre mais uma maneira de nos surpreender e impressionar com a sua diversidade.

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