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Diário de Campo

Um blog que junta o entusiasmo pela fotografia com o fascínio pela Natureza. O objetivo é continuar a aprender através da observação e partilha.

Diário de Campo

Um blog que junta o entusiasmo pela fotografia com o fascínio pela Natureza. O objetivo é continuar a aprender através da observação e partilha.

O Assobiador de Águas de Moura

O sobreiro monumental de Águas de Moura

É um "primeiro" aqui, falar de árvores, mas já estava na hora. A honra cabe ao sobreiro "Assobiador", que pode ser encontrado em Águas de Moura, freguesia de Marateca, no concelho de Palmela:

Com idade estimada de [238] anos, o Sobreiro monumental de Águas de Moura, também conhecido como “casamenteiro”, tem mais de 16 metros de altura, um perímetro superior a 5 metros na base e uma copa impressionante, que alberga muitas espécies de aves. Desde 1820, foi descortiçada mais de vinte vezes e o descortiçamento de 1991 resultou em 1.200 Kg de cortiça (produção de 100.000 rolhas), o que lhe trouxe o epíteto de “sobreiro mais produtivo do mundo”. Hoje, está classificada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas como Árvore de Interesse Público.

in Cultura de borla

A minha fotografia, infelizmente, não transmite adequadamente as dimensões desta árvore, talvez por faltar ali algo com que os nossos olhos possam compará-la. É preciso entrar na sua sombra, e no rendilhado de luz que os seus inúmeros ramos projetam no chão num dia solarengo, para ter uma noção do seu impressionante tamanho. A descrição mais bonita, e nem por isso menos precisa, que encontrei do seu tamanho vem no biodiversity4all.org: "são precisas pelo menos cinco pessoas para conseguir abraçá-lo".

O cognome "Assobiador", curiosamente, parece ter tido origem na quantidade de pássaros que procuram refúgio nos seus ramos e que emprestam à árvore a sua sonoridade.

Mais alguns dados rápidos, retirados do biodiversity4all.org, sobre o sobreiro enquanto espécie:

  • a par do pinheiro-bravo, é uma das espécies de árvores mais predominante em Portugal, sendo mais comum no Alentejo litoral e serras algarvias;
  • a sua casca de cortiça leva 9 anos a regenerar-se;
  • comporta-se como uma espécie de folhagem persistente (ou folha perene, o que significa que mantém as suas folhas ao longo de todo o ano), com folhas de cor verde escura e sem pelos. Têm forma denticular, uma nervura principal algo sinuosa e 5 a 8 pares de nervuras secundárias;

Por fim, também vale a pena aqui destacar o exemplar de sobreiro que me é mais familiar, e que me parece ser um dos mais reconhecíveis do Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa. Está situado numa zona descampada do Parque do Calhau, onde muita gente procura a sua sombra para ler, fazer um piquenique ou simplesmente estar um pouco a sós com a natureza. Tenho como projeto fotografá-lo ao longo das quatro estações do ano. Aqui fica o primeiro registo, num dia solarengo de janeiro.

Um sobreiro no Parque do Calhau, em Monsanto