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Diário de Campo

Um blog que junta o entusiasmo pela fotografia com o fascínio pela Natureza. O objetivo é continuar a aprender através da observação e partilha.

Diário de Campo

Um blog que junta o entusiasmo pela fotografia com o fascínio pela Natureza. O objetivo é continuar a aprender através da observação e partilha.

A garça-vermelha

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Avistei-a em julho deste ano, a sobrevoar o Tejo, junto à Póvoa de Santa Iria, e reconheci imediatamente que não se tratava da "habitual" garça-real (muito embora uma garça-real tenha muito pouco de habitual ao nível da sua envergadura e beleza): mesmo a uma grande distância, era possível distinguir algumas manchas ruivas na sua plumagem cinzenta.

Segundo o Aves de Portugal, trata-se de uma ave migradora, que só ocorre em Portugal durante a época estival, rumando a África para passar o inverno. No nosso país, é classificada como uma espécie "em perigo" de extinção a curto prazo.

Para quem, como eu, admira a garça-real, descobrir a existência desta espécie semelhante, a sensação foi a de ganhar duas vezes no Totoloto. Avistar qualquer garça já é motivo para deslumbramento, para mais uma vestida com a beleza destas cores. A fotografia desse dia não é a melhor, mas estimo-a como registo do raro privilégio (para mim) que é ter conseguido avistar uma ave assim.

A ave mais elegante da Área Metropolitana de Lisboa

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O seu smoking branco e o bico recurvado tornam-na numa das aves mais elegantes e imediatamente reconhecíveis no estuário do Tejo. Avistei-a, pela primeira vez, em janeiro de 2020, no perímetro do EVOA (Vila Franca de Xira), e voltei agora a vê-la junto à zona ribeirinha da Póvoa de Santa Iria, que se tornou um dos meus locais preferidos para passear junto ao Tejo. 

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Segundo o inaturalist.org, o estuário do Tejo é, precisamente, uma das duas zonas em Portugal onde esta ave limícola se concentra em maior número para passar o inverno (a outra zona é o estuário do Sado). 

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A possibilidade de avistar espécies tão originais e bonitas é uma das mais recentes contrapartidas que passei a associar à chegada do inverno.

10 Nov, 2021

A Poupa

Uma das aves que mais queria fotografar em Lisboa

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A fotografia já é de agosto, de um passeio feito ao final do dia por Monsanto. Estava de regresso a casa, cansado e algo frustrado por não ter avistado nada de interessante nesse passeio, quando reparei num pássaro diferente, pousado no fio de um poste de eletricidade, a uns 50 metros de distância. Diferente e inconfundível: a Poupa. Não tive muito tempo para reagir: consegui fazer menos de cinco disparos até voltar a desaparecer em voo.

Segundo o Aves de Portugal, é uma ave relativamente comum por todo o território nacional, incluindo Lisboa, onde já a tinha avistado nos relvados da Cidade Universitária. Nos meus passeios por Monsanto, todavia, nunca a tinha observado, pelo que a sua aparição por aqueles lados, depois de um passeio particularmente desinteressante, foi duplamente surpreendente.