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Diário de Campo

Um blog que junta o entusiasmo pela fotografia com o fascínio pela Natureza. O objetivo é continuar a aprender através da observação e partilha.

Diário de Campo

Um blog que junta o entusiasmo pela fotografia com o fascínio pela Natureza. O objetivo é continuar a aprender através da observação e partilha.

09 Ago, 2021

Falei cedo demais

O Tejo reservava-me mais uma surpresa em julho: um novo avistamento, desta vez a partir de Cacilhas, do que parecia ser uma família de golfinhos, entre os quais se destacava pelo menos um golfinho juvenil. Suspeito que são atraídos até ao estuário do Tejo pela (...)
Desde que soube, há coisa de um ano, que havia novamente golfinhos no Tejo, que tenho andado de olhos fixos no rio, sempre que por lá passo. Ao final de uma tarde da semana passada, junto ao terminal do Cais Sodré, a surpresa irrompeu finalmente do horizonte. Não sabia que fotografias tinha conseguido fazer até chegar ao computador e começar a editá-las. A surpresa e o deslumbramento de conseguir avistar estes seres no Tejo (já os tinha visto uma vez, ao largo da Comporta) (...)
Sinto que estou um pouco atrasado no registo por aqui de algumas das espécies que tenho avistado nos meus passeios, mas não podia avançar mais nas publicações sem antes falar desta águia-d'asa-redonda, que fotografei há umas semanas nos céus do Parque Florestal de Monsanto. Na realidade, eram duas águias, que pareciam estar a planar aos círculos sobre a floresta. Quando voavam mais alto, tornava-se quase impossível dar por elas à vista desarmada. Tive que aguardar alguns (...)
06 Jun, 2021

Êxtase

Ou uma borboleta-zebra

Pelo canto do olho, parecia que uma flor tinha acabado de levantar voo, tal a sua dimensão. Foi preciso aguardar que terminasse o seu voo, lento e algo arrastado, para identificá-la e senti-lo: o arrebatamento de avistar subitamente uma borboleta deste tamanho e beleza num pequeno carreiro no Alto Alentejo. É uma borboleta que pode ser vista em todo o país, mas encontrá-la ali, longe do confinamento na cidade, pareceu-me significativo e uma recompensa simbólica pelas horas de viagem.
Vi pirilampos - muitos pirilampos - pela primeira vez o ano passado, em junho, numa caminhada noturna pela floresta na Serra de Sintra. A natureza consegue surpreender-nos de muitas maneiras, mas poucas devem inspirar tantos poetas (e frustrar tantos fotógrafos) quanto uma floresta noturna habitada por pirilampos. Nessa noite, fizemos mais ou menos duas horas de caminhada na Peninha, orientados por um guia e rodeados de dezenas, se não centenas, de pontinhos de luz a piscarem por alguns (...)
É esta fotografia, feita em 2019, na Lagoa Azul, em São Miguel. Na altura, mesmo à distância, pareceu-me tratar-se de uma ave marinha diferente das que já tinha visto até aí, e como não soube identificá-la, tirei-lhe a fotografia acima, para servir de ponto de partida. Não era suposto, portanto, sair um registo para guardar. Só mais tarde, quando cheguei a casa, é que fiquei fascinado pela forma como a velocidade do obturador conseguiu, por uma coincidência milimétrica, (...)

Que segredo pode uma flor de berma de estrada guardar?

A malva é tão ubíqua que não parece haver muito que se possa dizer sobre ela. No meu caminho para Monsanto, encontro-a muitas vezes à beira da estrada, onde não apetece realmente parar para observar os tons vivos e bonitos de violeta das suas flores. Mesmo assim, quando páro e reparo, o meu olhar fica sempre preso nos pequenos cones enrolados que algumas flores fazem antes de abrir. É de uma tensão e perfeição à pequena escala que impressiona. Na véspera de mais uma (...)

O mainá-de-crista

Comecei por reparar nele devido ao vislumbre de penas brancas nas asas, o que parecia errado para um melro. Precisei de ampliar a fotografia para reparar na crista - e confirmar que não se tratava do habitual melro. Uma pesquisa na internet levou-me à sua identificação e história: trata-se de um mainá-de-crista, uma ave exótica, de origem asiática, que terá sido introduzida em Portugal nos anos 90, e que parece estar a dar-se bem (...)
24 Dez, 2020

Corvo marinho

O objetivo, esta manhã, não era fazer birdwatching junto ao Cais das Colunas, mas este corvo marinho, pousado em cima de uma das colunas, captou-me a atenção. É habitual avistar gaivotas pousadas nas colunas (saberão que estão a pousar para dezenas, senão mais, de fotografias?), mas foi a primeira vez que avistei uma ave deste porte no topo do pilar. A beleza da alvorada junto ao Tejo chama-nos a todos, homens e aves.